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Construção. Angola lança este ano 180 novas empreitadas

O governo angolano promete lançar este ano 180 empreitadas - 23 já contam com financiamento assegurado. E declarou 2019 como o ano de reabilitação das estradas. Boas notícias para as construtoras portuguesas.

Boas notícias para as construtoras portuguesas que operam em Angola. O governo promete lançar este ano 180 empreitadas - 23 já contam com financiamento assegurado - e declarou 2019 como o ano de reabilitação das estradas.

Num encontro em Luanda organizado pelo ministério da Construção e Obras Públicas e representantes da indústria, o ministro Manuel Tavares de Almeida indicou que a lista de 180 projetos se distribui por infra-estruturas integradas, edifícios e monumentos, reabilitação e salvação de estradas, montagem de pontes e manutenção.

O ministro detalhou aspectos dos programas, apresentando o de salvação das estradas, como a reabilitação de pequenos troços que, estando em boas condições, carecem de manutenção, uma profunda intervenção ou recurso a operações “tapara buraco”. O programa salvação das estradas acolhe 23 projetos.

A construção da estrada que liga Malanje a Saurimo (544 km) e reparação das vias entre Lubango, Matala e Cuvango, na província da Huíla com a construção de troços de ligação a pontes, foram duas das obras em destaque.

Três níveis de prioridade

O ministro indicou que a salvação das estradas é necessária um pouco por todo país. “São cerca de mil quilómetros em diferentes regiões”, afirmou, realçando que a intervenção não é de grande monta em termos de valor. O ministro apelou a que as empresas apresentem "propostas concretas, em conformidade com a lei e preços competitivos".

Face às limitações financeiras, o governo criou três níveis de projectos: prioridade máxima, normal e os restantes que ficam numa situação de espera e retardada. Em agosto de 2018, o então ministro da Construção e Obras Públicas anunciara que 8 mil quilómetros de estradas secundárias seriam reabilitados nos próximos cinco anos. A revisão do programa reduz para metade a extensão de estradas secundárias e terciárias a recuperar.

As construtoras portuguesas em Angola, depois e uma fase de intensa depressão, dão sinais de retoma. A Mota Engil anunciou há duas semanas que a sua carteira de obras vai ultrapassar os 800 milhões de euros, uma subida superior a 30% face à anterior estimativa. Para a Teixeira Duarte, Angola foi um dos mercados em que o segmento da construção esteve em modo de subida, em 2018. O mercado angolano é vital para as principais construtoras portuguesas e representa perto de um terço da produção de 5,5 mil milhões que a indústria faz no exterior.