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Comboios com mais 4 milhões de pessoas em 2018 - apesar de estarem cada vez mais velhos

MIGUEL A. LOPES/ Lusa

Proveitos de tráfego cresceram 3,7%, para 259 milhões de euros, num "contexto de acrescidas dificuldades operacionais, decorrentes, nomeadamente, da insuficiência de material circulante"

Pedro Lima

Pedro Lima

Editor-adjunto

A CP transportou no ano passado mais de 126 milhões de passageiros. São mais 4 milhões, ou 3,5%, relativamente a 2017 - e numa altura em que o transporte ferroviário apresenta falhas de serviço e é alvo de fortes críticas por causa da frota envelhecida.

"Os resultados, provisórios, apontam ainda para uma receita de 259 milhões de euros em proveitos de trafego, um acréscimo de 9 milhões (3,7%), face a 2017", refere a CP em comunicado.

Nesse comunicado, enviado esta sexta-feira, a CP volta a lembrar o "contexto de acrescidas dificuldades operacionais" em que tem estado a viver - uma 'queixa' que tem sido habitual nos últimos anos.

"Estes resultados só são possíveis graças ao enorme empenho e dedicação dos trabalhadores do grupo CP, já que se registam num contexto de acrescidas dificuldades operacionais, decorrentes, nomeadamente, da insuficiência de material circulante", diz a empresa.

A esmagadora maioria dos passageiros transportados foi na zona de Lisboa, com mais de 87 milhões de pessoas, e que teve um crescimento de 5%. Já nos urbanos do Porto foram cerca de 22 milhões de passageiros, a que corresponde um aumento de 1,8% face a 2017.

No longo curso viajaram 6,4 milhões de passageiros, o que é um número idêntico ao de 2017. E no serviço regional, foram transportados cerca de 10,6 milhões de passageiros, um decréscimo da ordem de 370 mil passageiros face ao período anterior.

"O ano de 2018 foi, igualmente, um período de grandes desafios para a empresa, que fica marcado pela adoção de medidas que permitirão enfrentar o futuro de curto e médio prazo com maior confiança na capacidade de resposta à procura crescente do transporte ferroviário", diz ainda a CP.