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E os carros mais vendidos em 2018 foram... os de motores a diesel

Anindito Mukherjee

Dados revelados esta quinta-feira para Associação Automóvel de Portugal indicam que 53% dos carros vendidos em território nacional, no ano passado, estão equipados com motores a diesel (contra 61% em 2017), enquanto que 39% têm motores a gasolina

No ano passado venderam-se menos carros a gasóleo que no ano anterior mas, ainda assim, o diesel ainda domina.

De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP), 53% dos carros vendidos em território nacional estão equipados com motores a diesel (contra 61% em 2017), enquanto que 39% têm motores a gasolina. Os restantes 7,4% incluem os veículos híbridos, a gás e movidos exclusivamente a eletricidade.

De sublinhar que em 2017, a parcela onde se incluem este tipo de veículos, mais amigos do ambiente, tinha sido apenas de 4,7% e um ano antes de 2,9%.

Os dados revelados pela ACAP indicam ainda que no segmento de automóveis ligeiros de passageiros, nos últimos 10 anos o crescimento das vendas nos chamados ’veículos movidos a energias alternativas’ foi de 598%.

Mais concretamente, o maior crescimento registou-se no segmento dos carros híbridos plug-in que passaram de 5 unidades vendidas em 2010, para 3.776 em 2018.

Elétricos disparam 148% em apenas um ano

Entre 2017 e 2018, a ACAP garante que o maior crescimento – de 148% - acabou por se verificar nos automóveis elétricos, com 4.073 unidades vendidas.

No entanto, nas vendas totais de automóveis em 2018, os elétricos representam apenas 1,8%, enquanto os híbridos convencionais já garantem 3,2% do mercado.

Em percentagem das vendas totais, nos carros elétricos Portugal é já o 4º país da União Europeia, apenas ultrapassado pela Áustria, Suécia e Holanda. Neste país as vendas de carros elétricos representaram quase 4% do total.

Fora da Europa, foi na China que, nos últimos quatro anos, se registou o maior crescimento nos veículos elétricos. Um aumento de 1.097%, face a um crescimento de 145% na União Europeia e de 67% nos Estados Unidos.