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Programa ComércioDigital.pt desafia 50 mil empresas a digitalizarem-se

Paulo Cunha/Lusa

Presidente da ACEPI, Alexandre Nilo Fonseca, explicou que as empresas que aderirem ao programa irão beneficiar de um 'voucher' "com um serviço gratuito de 3 em 1", pelo período de um ano

O programa ComércioDigital.pt, apresentado nesta quarta-feira em Leiria pela Associação da Economia Digital (ACEPI), desafia 50 mil micro e pequenas empresas a digitalizarem-se e a abrirem as suas portas 'online' ao mundo.

O presidente da ACEPI, Alexandre Nilo Fonseca, explicou que as empresas que aderirem ao programa irão beneficiar de um 'voucher' "com um serviço gratuito de 3 em 1", pelo período de um ano, que possibilitará aos empresários aderentes terem um domínio registado ".pt", a construção de um site e caixa de correio eletrónico, bem como outros serviços de apoio à digitalização dos negócios.

"O Governo alocou 1,2 milhões de euros para este programa, mas isto é apenas o começo da infeção por um vírus de digitalização, que depois vai ter mais apoios. O setor do comércio e serviços é absolutamente essencial para a economia portuguesa", disse o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira. Segundo o governante, este setor "representa mais de 60% da riqueza produzida em Portugal", pelo que defende que é necessário "dar as melhores condições para poderem também valorizar-se e beneficiarem do potencial desta nova economia".

Pedro Siza Vieira salientou que "quem não tem presença digital não existe neste mercado". "As projeções da ACEPI indica que dentro de pouco tempo quase 70% dos portugueses vão fazer compras 'online' e apenas 40% das empresas têm presença na internet. Estão a falhar completamente este mercado e o programa é uma das maiores oportunidades para as empresas", insistiu.

O programa irá dar "presença digital a quem não a tem neste momento". "Vai ser um grande salto, no sentido de permitir que estas pequenas e médias empresas, que estão inseridas nos tecidos urbanos existentes, possam passar a ter novos clientes, não só locais, mas todos aqueles que visitam os vários territórios", acrescentou Pedro Siza Vieira.

O ministro lembrou que estar na internet permite a um turista aceder no seu 'smartphone' a toda a economia desse território. "Cada vez mais a economia vai passar por esta integração entre o físico e o digital", realçou Pedro Siza Vieira, acrescentando que a transição para o digital é "uma batalha que vale a pena travar" a bem da economia portuguesa. Este projeto da ACEPI é "visionário e é absolutamente notável que a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal se tenha querido associar a ele", defendeu.

"Desafio as 50.000 empresas a não falharem esta oportunidade", rematou o ministro que inaugurou também a StartUp Leiria da empresa Sound Particles, que faz produção de 'software' áudio para a indústria cinematográfica de Hollywood. Estas 'startup' permitem "dar as condições para os empreendedores poderem transformar uma ideia num negócio e chegar também a investidores que os ajudem a crescer", referiu Pedro Siza Vieira.

"Estamos a lançar esse ecossistema das 'startups' e, neste momento, temos em Portugal três dos chamados unicórnios". ou seja, "estas empresas que há pouco tempo eram 'startups', cresceram muito depressa e têm hoje uma valorização de mais de mil milhões de euros", segundo o governante.

Em declarações à agência Lusa, o ministro aproveitou ainda para destacar a subida de Portugal no barómetro da Organização Mundial de Turismo (OMT), no qual o país passou do 16.º para o 17.º lugar em 2017 em relação ao número de turistas, e subiu do 25.º para o 21.º posto relativamente às receitas.

Pedro Siza Vieira mostrou-se satisfeito com os 21,2 milhões de turistas que visitaram Portugal em 2017 (18,2 milhões em 2016), cuja receita se cifrou em 15,2 mil milhões de euros (12,5 mil milhões em 2016). "São os melhores resultados de sempre que alguma vez este país apresentou", frisou o ministro Adjunto e da Economia.

"Este governo recuperou a conta satélite do turismo, isto é, só podemos trabalhar e apresentar os números à Organização Mundial de Turismo desde que o nosso organismo de estatística, o INE, possa validar as contas do turismo. Isto era um projeto que tinha sido abandonado e que nos últimos três anos, foi recuperado por este governo", disse. Esta medida "permite mostrar como estamos e comparar-nos com os outros destinos turísticos mundiais e a medir melhor o crescimento notável que estamos a ter no turismo", acrescentou ainda o governante.