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“Os CTT continuam a ter lucro com o serviço postal”, lembra Pedro Marques

Marcos Borga

Questionado no Parlamento sobre a hipótese de reversão da privatização dos CTT e sobre o fecho de estações dos Correios, o ministro Pedro Marques diz que o plano do atual Governo passa por uma nova concessão, quando esta acabar

“A empresa continua a ganhar dinheiro com o serviço postal e a perder dinheiro com o Banco CTT. Mas esse é um problema dos accionistas privados. Agora ignorar a evolução da necessidade real da procura é fazer de conta que os serviços não têm de ser ajustados”, disse esta quarta-feira Pedro Marques a propósito das críticas que têm sido feitas à qualidade do serviço postal universal prestado pelos CTT.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, que está a ser ouvido na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, lembrou que nos últimos quinze anos se reduziu em 50% o correio com suporte físico e também na mesma dimensão o pagamento de pensões pela via postal. Por isso, “seria demagógico não reconhecer que o modelo se alterou profundamente e vai alterar-se ainda mais. Também é bom não ignorar e reconhecer que os CTT continuam a ter lucro com o serviço postal”, disse Pedro Marques, em resposta às questões de alguns deputados sobre se o Governo encara a hipótese de reversão da privatização dos CTT e sobre o fecho de estações dos Correios que ocorreu sobretudo no ano passado.

À semelhança de declarações anteriores, o ministro disse considerar que a privatização total dos CTT foi uma má decisão, tomada pelo governo anterior (PSD/CDS) sem que a Troika exigisse que se fosse tão longe.

Embora sem responder diretamente ao CDS-PP, que pediu ao ministro que clarificasse se se vai ou não reverter a privatização, Pedro Marques explicou que o plano do atual Governo passa por uma nova concessão, quando esta acabar e que para tal se irá “avaliar ao longo de 2019 aquilo que é a evolução da implementação das medidas impostas pelo regulador”, a Anacom, e preparar o lançamento de uma futura concessão “em condições adequadas para servir as populações”. E de forma sustentável.

A atual concessão termina no final de 2020, altura em que já se estará numa nova legislatura, uma vez que este ano há eleições legislativas.