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Medicamentos: Conheça as operações bilionárias que superam o PIB de alguns países

O negócio da saúde é feito de cifras colossais. 2019 mal começou e já está marcado por duas operações gigantescas entre farmacêuticas

Sofia Miguel Rosa

Sofia Miguel Rosa

Jornalista infográfica

Mal arrancou 2019 e a indústria farmacêutica lembrou ao mundo que a saúde tem um preço. E que este é feito de somas astronómicas, ao nível do produto interno bruto de alguns países. Duas megaoperações recentes marcam o panorama dos negócios mundiais no sector da saúde: a compra da biotecnológica Celgene pela Bristol-Myers Squibb (BMS), ambas norte-americanas, e a confirmação de que a japonesa Takeda concluiu a aquisição do laboratório irlandês Shire, que tinha sido iniciada em 2018.

Ambas as operações implicam valores históricos, que as colocam no ranking dos maiores negócios no sector e, somadas (145,8 mil milhões de euros), são superiores ao produto interno bruto (PIB) de muitos países, como é o caso da Hungria, cuja riqueza gerada em 2017 rondou os 124 mil milhões de euros (em Portugal o PIB ultrapassou os 190 mil milhões de euros). Aliás, o negócio da BMS é também um dos mais lucrativos para Wall Street. Segundo o Financial Times, as comissões cobradas para fechar a aquisição ascendem a cerca de mil milhões de dólares, dos quais mais de 300 milhões de dólares pagos pela assessoria financeira.

A compra da Celgene pela BMS marca a corrida dos maiores laboratórios para descobrirem o próximo fármaco blockbuster (vendas anuais superiores a mil milhões de dólares) para tratar o cancro. Os alvos são, precisamente, as biotecnológicas, com um preço convidativo e com investigação, promissora e em estágio avançado, de novas terapêuticas.

Na maior parte dos grandes negócios no sector da saúde destacam-se os EUA e as farmacêuticas, embora nas maiores operações de sempre também figurem seguradoras e retalhistas, mas o mediamento está sempre na equação.