Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Hospitais privados do Algarve cortam com a ADSE

Grupo com forte presença no sul do país confirma ao Expresso que comunicou à ADSE que pretende cessar o acordo de convenção com este subsistema de saúde

O Grupo Hospital Particular do Algarve (HPA) confirma ao Expresso que “comunicou à ADSE a sua intenção de efetivar a denúncia do acordo de convenção com este subsistema de saúde, nos prazos e termos previstos no mesmo”. Este grupo detém quatro hospitais no Algarve e outro na Madeira, além de diversas clínicas localizadas a sul do país.

Conforme noticiado pelo Expresso, também a José de Mello Saúde, proprietária das unidades Cuf, e a Luz Saúde, dona do Hospital da Luz em Lisboa e muitas outras unidades de saúde, estão em processo de suspensão das convenções com o subsistema de saúde dos funcionários públicos. O grupo Trofa Saúde Hospital, que tem uma grande importância na oferta de cuidados privados no norte do país, também deverá seguir o mesmo caminho.

Em comunicado, o conselho diretivo da ADSE afirma que “a notícia publicada no Expresso sobre a denuncia das convenções dos grandes grupos privados não tem fundamento. Existem prazos contratuais que constam das convenções que têm que ser cumpridos quando se procede à denúncia de uma convenção”. E acrescenta que a ADSE “não recebeu, formalmente, de nenhum destes grupos a comunicação da denúncia ou resolução das convenções em vigor”.

Fonte do sector afirma ao Expresso que a ADSE estará a utilizar a expressão “formalmente” como subterfúgio.

Na mesma nota de imprensa é ainda referido que “se esta denúncia vier a acontecer a ADSE acautelará todas as situações de beneficiários que se encontram em tratamento, ou com atos médico ou cirúrgicos já agendados nestes prestadores”. E avança que “face ao crescimento significativo da oferta privada de cuidados de saúde em Portugal irá fazer novas convenções com outros prestadores se se vier a concretizar esta ameaça”.

  • Privados 'rompem' acordo com a ADSE

    Os grupos privados estão a suspender as convenções com o subsistema de saúde dos funcionários públicos. Tratamentos já marcados serão faturados ao abrigo das regras atuais mas, segundo apurou o Expresso, a partir de abril os restantes utentes terão de pagar a 100% as consultas ou cirurgias e pedir o reembolso à ADSE