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Algarve quer compensar a perda de 25 mil turistas alemães com a falência da Germania

picture alliance/Getty

Falência da companhia germânica atinge 4 rotas no Algarve programadas para o próximo verão, que representam 5% dos turistas alemães na região

A falência da companhia aérea alemã Germania Airlines, que envolveu o cancelamento de todos os voos programados pela transportadora, foi mais um golpe duro para o Algarve, e segundo a Região de Turismo, deixa em aberto 25 mil lugares de avião de turistas alemães no próximo verão.

"Estamos a trabalhar com o Turismo de Portugal no sentido de contactar companhias aéreas e operadores turísticos para possam substituír as operações deixadas em aberto com a falência da Germania, tal como fizemos anteriormente com as falências da Monarch, Air Berlin e Nikki e que foram assumidas pela Ryanair, easyjet e Laudamotion", adianta João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve e da Associação de Turismo do Algarve (ATA).

Segundo João Fernandes, estão em causa 4 rotas aéreas da Germania programadas para o próximo verão (período que vai de abril a outubro), ligando Faro às cidades de Dresden, Nuremberga, Muester e Fredischafen. Segundo o responsável, os lugares deixados em aberto com estas rotas representam 5% do trafégo de alemães que chegam ao aeroporto de Faro.

Mas o responsável do Turismo do Algarve ressalva que, sendo uma operação programada para o verão, permite dar tempo para compensar as rotas deixadas em aberto - ao contrário da Madeira, um destino que sofre impactos mais imediatos com a falência da Germania, que tinha operações de inverno programadas para a região e foram todas canceladas com este processo, deixando em aberto 106 mil lugares.

O presidente da Região de Turismo do Algarve espera que até ao verão possam ser repostas por outras companhias todas as rotas canceladas com a Germania Airlines. "É essa a nossa expectativa, e na sequência do trabalho que fizemos para repor as rotas no Algarve com as falências da Monarch, Air Berlin e Nikki, que foram assumidas pela Ryanair, Easyjet e Laudamotion", refere João Fernandes.