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Santander com aumento de 15% dos lucros para €500 milhões em Portugal

A reversão de imparidades foi o grande impulso dos resultados do Santander Popular no ano passado.

O Santander em Portugal obteve lucros de 500 milhões de euros no ano passado. O número corresponde a um aumento de 14,6% em relação ao exercício de 2017. A subida do negócio bancário e o impacto positivo da rubrica de imparidades ajudaram ao resultado, num ano em que os custos subiram devido à integração do Popular, segundo revelou a nova comissão executiva da instituição financeira esta segunda-feira, 4 de fevereiro.

Esta foi a primeira conferência de imprensa liderada por Pedro Castro e Almeida, o novo presidente executivo do Santander Totta, cargo em que substituiu António Vieira Monteiro, que é agora presidente não executivo. Ao contrário do que acontecia até aqui, todos os administradores executivos estiveram presentes. Apesar da mudança, na argumentação, Castro e Almeida manteve a ideia que era defendida por Vieira Monteiro: “Somos o maior banco privado em termos de crédito e também de rentabilidade”. O crescimento será de forma orgânica, garantiu, depois de, em dois anos, o Santander ter ficado com o Popular e o Banif.

Em 2018, o produto bancário do banco detido na totalidade pelo espanhol Santander cresceu 9,9% para 1.261,1 milhões de euros, um comportamento para o qual contribuiu o crescimento de 24,3% da margem financeira. A margem, que resulta da diferença entre os juros cobrados em créditos e os juros pagos em depósitos, subiu, também, devido à integração do Popular Portugal. Também as comissões líquidas somaram terreno, na ordem dos 12,5% para 372,4 milhões. A prejudicar a rubrica do produto bancário estiveram os resultados de operações financeiras, que cederam 78% para 26,4 milhões.

No lado contrário, os custos subiram 17,6% para 621,1 milhões de euros, no ano em que foi integrado o Popular. Os gastos gerais avançaram, em termos homólogos, 24%. "Integrámos, de forma irrepreensível, o Banco Popular e sem perturbações na vida dos nossos clientes", contrapôs Castro e Almeida.

Mas a grande ajuda para as contas de 2018 veio da rubrica de imparidades e provisões. Em 2017, esta tinha pesado 29 milhões de euros, mas, em 2018, houve reversões que renderam ao banco 56,4 milhões.

Crédito cai com venda de malparado

Em termos de balanço, a carteira de crédito bruto do Santander caiu 2,4% para 40,3 mil milhões de euros, sobretudo com o deslize no segmento de empresas (-6%), havendo um avanço no crédito a particulares (0,5%). Manuel Preto explicou que se deveu a venda de crédito malparado.

A qualidade da carteira de crédito – que tinha sido penalizada pela integração do Popular – melhorou, com o rácio de exposições não produtivas (em que está crédito malparado e imóveis, por exemplo, sob a designação NPE) a baixar de 5,7% para 4%, em Dezembro.

Já os recursos de clientes somaram 7,3% para 39,4 mil milhões de euros, com avanço de 6% nos depósitos (para , abaixo do crescimento de 13% dos recursos de clientes fora de balanço (seguros e fundos de investimento).

Olhando para a solidez de capital, o rácio mais exigente, CET1, subiu de 14,2%, no fim de 2017, para 14,6%, um ano depois, segundo as regras em vigor.

O Santander fechou o ano passado com 6.492 trabalhadores, menos 200 do que em 2017. Havia 523 balcões no fim do exercício, sendo que Castro e Almeida admite que poderá haver fusões nos próximos anos.