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Lagoas Park e hospital de Cascais permitem à Teixeira Duarte cortar 39% da dívida

Pedro Teixeira Duarte, presidente do grupo Teixeira Duarte

A Teixeira Duarte tem como meta reduzir o endividamento bancário. No ano passado, fechou alienações para concretizar a meta. Agora, concretiza que as três grandes transações realizadas levaram a uma redução de 438 milhões da dívida financeira líquida.

Lagoas Park, Lusoponte e TDHOSP – Gestão de Edifício Hospitalar. As vendas destas três entidades, as duas primeiras na totalidade e a gestora do edifício do hospital de Cascais em 90%, justificaram o corte de 39% do endividamento da Teixeira Duarte no último ano.

A dívida financeira líquida fixou-se em 719 milhões de euros no fecho de 2018, segundo um comunicado da construtora presidida por Pedro Teixeira Duarte à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Os números não são finais, não estando auditados, mas a empresa entendeu “relevante e oportuno divulgar ao mercado”.

Este indicador do endividamento caiu 39% em relação ao ano anterior ou, em termos absolutos, 458 milhões de euros. A empresa tem vindo a cortar em força na dívida líquida, para viabilizar a sua atividade. Em 2014, o endividamento líquido aproximava-se dos 1,3 mil milhões de euros.

As grandes operações que foram realizadas em 2018 foram os passos que permitiram esta redução. Dos 458 milhões de euros de diminuição da dívida líquida, 20 milhões foram conseguidos “com os resultados da atividade”. Os restantes deveram-se à alienação de ativos, com destaque para o Lagoas Park, onde a própria Teixeira Duarte está sediada.

Edifícios de escritórios, restaurantes, um hotel e centro de congressos: estas são algumas das infraestruturas, situadas no empreendimento em Oeiras, que passaram para o fundo de capital de risco Kildare, que comprou a Lagoas Park SA. Só esta operação permitiu a redução do passivo em 375 milhões de euros, precisamente o preço da operação, segundo foi anunciado em junho.

Também a posição de 7,5% na Lusoponte foi alienada à Vinci Highways (da dona da concessionária da ANA – Aeroportos de Portugal) e à Lineas – Concessão de Transportes (da Mota-Engil) no valor global de 23,3 milhões de euros. Já o fundo de investimento 3i Investments plc comprou 90% da TDHOSP - Gestão de Edifício Hospitalar, S.A., que gere o edifício do hospital de Cascais, que gerou um corte do passivo de 75 milhões, também segundo informação avançada pela Teixeira Duarte no ano passado.

“Estas operações implicaram uma redução do ativo de 420 milhões de euros”, diz, agora, a construtora, que divulga que os capitais próprios (que resultam, de forma simples, da diferença entre ativo e passivo) fixaram-se em 400 milhões de euros no fecho do ano, uma diminuição de 92 milhões em termos homólogos.

Houve um corte também nos proveitos operacionais, que, no ano passado, “atingiram cerca de 1.000 milhões de euros, o que corresponde a redução de 9% relativamente ao ano anterior”.

A Teixeira Duarte não divulgou ainda valores para os lucros. Até setembro, os resultados líquidos eram de 7,1 milhões de euros.

Na bolsa de Lisboa, a empresa fechou esta segunda-feira, 4 de fevereiro, a valer 13,75 cêntimos, uma diminuição de 0.36% em relação ao fecho anterior. Desde o início do ano, ganha 6,6%.