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150 gestores afastados da administração no Crédito Agrícola

Em 2015, Licínio Pina foi eleito por 93% dos votos. Este ano volta a recandidatar-se e não terá oposição

Exigências do Banco de Portugal obrigam centena e meia de gestores a sair das caixas associadas do Crédito Agrícola. Júdice contraria “visão capitalista” do Banco de Portugal e diz que Código Cooperativo se sobrepõe a regulação bancária

Abílio Ferreira

Abílio Ferreira

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Jornalista

Tiago Miranda

Tiago Miranda

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Fotojornalista

O mundo do Crédito Agrícola está, a três meses de novas eleições, em ebulição e conflito. As exigências do Banco de Portugal (BdP) e impostas pela Caixa Central conduzirá a uma razia: 150 gestores terão de abandonar a administração das caixas associados do SICAM-Sistema Integrado de Crédito Agrícola Mútuo. Além disso, o plano da Caixa Central é avançar com a fusão de 20 caixas e encolher o universo para 70, invocando a reduzida dimensão e o défice de pessoal “para as funções de controlo de risco, auditoria e compliance”.

O critério da licenciatura levará à saída de alguns dirigentes históricos e a imposição de quotas de género é um fator que condiciona a composição das equipas de gestão. O combate contra a “visão capitalista” do BdP que impôs uma maioria de independentes no Conselho Geral e de Supervisão (CGS) contou com o contributo de José Miguel Júdice que produziu um parecer jurídico, defendendo que o regime cooperativo se sobrepõe à regulação bancária.

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