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Número de concelhos sem estação de correios vai subir para 48

A curto prazo, 15,6% do número total de concelhos de Portugal não terão uma estação de correio. Nesses casos, o serviço postal é prestado por terceiros, via subcontratação pelos CTT.

Em três meses, de Outubro a Dezembro de 2018, os CTT encerraram 23 estações dos correios, adiantou esta quinta-feira a ANACOM, em conferência de imprensa. Tudo somado, no final de 2018, eram 33 as estações fechadas. Em breve chegar-se-á às 48, avança o regulador.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da ANACOM disse que o regulador ficou surpreendido quando percebeu, depois do levantamento solicitado aos Correios, que enquanto até 2017, e desde 2013, apenas existiam dois concelhos sem estações de correios, se previa que o número de concelhos sem estações “iria aumentar exponencialmente, como aconteceu”.

Tal significa que, no final de 2018, “33 concelhos em Portugal já não têm estações de correios”. Outras 15 deverão seguir-se, diz a ANACOM, subindo “para 48 no curto prazo, o que significa 15,6% do número total de concelhos”.

João Cadete de Matos explicou que o problema não está, em teoria, no fecho das estações, algo que os CTT têm legitimidade para fazer. O problema está na constatação feita pela ANACOM de que nos concelhos onde houve subcontratação do serviço postal, via postos de correios, e a qualidade e o número de serviços fornecidos não é a mesma.

Os CTT reagiram entretanto às declarações da ANACOM assegurando que "os CTT mantêm pelo menos um Ponto CTT (Loja ou posto de correio) em todos os concelhos do País, Pontos CTT esses onde são prestados todos os serviços previstos no Contrato de Concessão". Algo que, diz o comunicado dos Correios de Portugal, "o documento hoje publicado pela ANACOM não contraria".

Acrescentam ainda que "os CTT dispunham a 31/12/18 de 2.383 Pontos CTT em todo o País, o que representa um aumento de 66 desde a privatização em finais de 2013". Este número inclui estações dos CTT geridos directamente pela empresa, assim como os prestadores subcontratados.

O ministro do Planeamento manifestou recentemente preocupação quanto ao fecho de estações pelos CTT. A discussão em torno do regresso ou não dos CTT à esfera pública, em ano de eleições, promete aquecer.