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Modernização da Linha do Douro custa 135 milhões de euros

As Unidades Duplas Diesel (UDD) 450 percorrem as linhas do Norte e do Douro muito antes de chegarem ao sul, para circularem na linha do Algarve. Aqui, na Estação de Viana.

Foto: Giugiaro21

O programa de modernização da Linha do Douro, parcialmente em execução, representa um investimento de 135 milhões de euros

A Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou esta segunda-feira, em Lousada, que o programa de modernização da Linha do Douro, parcialmente em execução, representa um investimento de 135 milhões de euros.

Segundo a empresa, uma das grandes prioridades das intervenções em curso e das que estão já calendarizadas, nos vários troços da linha, é promover uma maior segurança na infraestrutura ferroviária, em especial nos túneis, pontes e taludes.

Técnicos da empresa apresentaram hoje ao primeiro-ministro, António Costa, e ao ministro das Infraestruturas, Pedro Marques, os trabalhos que decorrem na linha, promovendo também uma visita técnica ao túnel de Caíde, uma infraestrutura centenária, com 1.100 metros de extensão, que está a ser preparada para permitir a circulação de comboios elétricos do serviço de suburbanos do Porto.

A IP explicou que a empreitada de eletrificação da Linha do Douro entre as estações de Caíde, no concelho de Lousada, e a estação de Marco de Canaveses (cerca de 11 quilómetros), que decorre desde novembro, vai intervir nos túneis de Caíde, Gaviara e Campainha. As três infraestruturas receberão melhoramentos ao nível da drenagem, impermeabilização, rebaixamento e segurança.

No capítulo da segurança foi destacado que os túneis serão equipados com sistemas de vídeo, comunicações móveis, extintores, iluminação led de emergência, acessos às bocas de entrada e saída e reforço estrutural dos taludes.

As estações de Vila Meã (Amarante) e Livração (Marco de Canaveses) e o apeadeiro de Recesinhos (Penafiel) também receberão melhoramentos.

Aquelas intervenções obrigaram, em novembro, à suspensão da circulação no troço, o que deverá prolongar-se até fevereiro. Até lá, manter-se-ão os transportes alternativos rodoviários entre as duas estações.

Na receção ao primeiro-ministro, o presidente da Câmara de Lousada, Pedro Machado, assinalou os investimentos em curso na área de segurança, em especial no túnel de Caíde, algo que, frisou, vinha a preocupar há muito tempo a autarquia e os seus serviços de proteção civil.

Sublinhou também a necessidade de aumentar a capacidade de parqueamento de viaturas na estação de Caíde para corresponder à maior procura dos utilizadores de transporte ferroviário.

Além da eletrificação até Marco de Canaveses, que permitirá a chegada dos suburbanos do Porto àquela cidade, está previsto intervir no troço até à Régua e, em fase de projeto, no troço entre aquela cidade e a estação do Pocinho, num investimento de 21 milhões de euros, com reabilitação de obras e arte, estabilização e sistema de monitorização de taludes.

Entre o Pinhão e o Tua prevê-se a reabilitação integral da linha, foi assinalado pelos técnicos da IP.