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Mais um dia de bolsas no vermelho e com juros da dívida a subir

As bolsas asiáticas encerraram esta sexta-feira no vermelho, com a Índia a liderar as quedas. Na Europa, a queda na bolsa de Milão está em destaque e os juros da dívida italiana já subiram para 3,4%, com uma escalada na retórica anti-Bruxelas por parte do líder da Liga. Lisboa segue a tendência negativa europeia.

Jorge Nascimento Rodrigues

O vermelho continua a dominar as bolsas esta sexta-feira. A trajetória de queda nas bolsas à escala mundial na quinta-feira não foi invertida. As bolsas asiáticas fecharam a última sessão da primeira semana de outubro com perdas, destacando-se a bolsa de Mumbai, na Índia, com os índices a afundarem-se 3%. A Europa está, também, a negociar em terreno negativo, com a bolsa de Milão a recuar perto de 1% e o índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) a perder 0,5%. Lisboa segue a tendência negativa europeia, com o PSI 20 a descer perto de 0,5%.

A subida dos juros dos títulos do Tesouro dos EUA a 10 anos para máximos de sete anos e o regresso da escalada nos juros das obrigações italianas e no prémio de risco da dívida transalpina estão a marcar o 'sentimento' dos investidores esta sexta-feira.

Os juros dos títulos italianos a 10 anos subiram esta sexta-feira para 3,4%, perto do pico da semana em 3,46% um máximo de quatro anos, registado a 2 de outubro. O prémio de risco da dívida transalpina está em 284 pontos-base (2,84 pontos percentuais acima do custo de financiamento da dívida alemã, que serve de referência na zona euro). Ainda abaixo dos 304 pontos registados a 2 de outubro, um máximo de cinco anos. A ultrapassagem da linha vermelha dos 300 pontos-base coloca a Itália em um patamar próximo do risco grego.

A escalada da retórica contra Bruxelas por parte do líder da Liga, Matteo Salvini, está a marcar o dia. O vice-primeiro-ministro italiano acusou o presidente da Comissão, o luxemburguês Jean-Claude Juncker, e o comissário para a Economia e Finanças, o francês Pierre Moscovici, de terem "arruinado a Europa".

A pressão da situação italiana está a sentir-se nos juros da dívida dos outros periféricos, ainda que se considere que o contágio está contido. A taxa para as Obrigações do Tesouro português a 10 anos subiu esta sexta-feira para 1,92%, apenas quatro pontos-base acima do fecho de setembro.

Em desenvolvimento

  • Bolsas de Nova Iorque no vermelho, com índice das tecnológicas a perder 1,8%. Em Buenos Aires, o índice Merval deu um trambolhão de 3,9% e o peso voltou a cair face ao dólar. Juros da dívida dos EUA subiram até 3,23%, um máximo de sete anos