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Bolsas no vermelho. Brexit e Trump abanam mercados

A sessão desta quinta-feira na Ásia fechou com as principais praças em queda e toda a Zona Euro está a negociar em terreno negativo. Guerra comercial e probabilidade de não haver acordo no Brexit agitam investidores

Jorge Nascimento Rodrigues

As principais bolsas asiáticas fecharam esta quinta-feira com perdas e as praças da Zona Euro estão a negociar no vermelho a meio da manhã. Brexit e Trump agitam os investidores.

Na Ásia, os principais índices caíram entre 0,5% e 1%. São os casos de Tóquio, a maior bolsa asiática e a terceira do mundo em capitalização, Xangai, Shenzhen e Mumbai.

A área do euro está a negociar em queda, destacando-se o índice MIB de Milão, a perder 1,5%, o índice da bolsa de Viena, a recuar quase 1%, e o Ibex 35, em Madrid, a cair 0,7%. Em Lisboa, o PSI 20, está no vermelho, mas a queda do índice é de 0,13%, muito inferior aos índices europeus de referência. Em Frankfurt, o índice DAX recua 0,5%.

A Comissão Europeia e a diplomacia do continente prepara-se para um não-acordo com o Reino Unido sobre o Brexit. O impacto na Irlanda, o membro do euro mais exposto, será o equivalente a "um choque significativo", alertouno Parlamento em Dublin o ministro das Finanças, Paschal Donohoe.

A guerra comercial em curso entre os Estados Unidos e a China começa a pesar no sentimento negativo. O presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed),Jerome Powell, ainda que ressalvando que não vê o impacto negativo "nos números", distanciou-se na quarta-feira claramente da política da Administração Trump durante a conferência de imprensa, sem o dizer explicitamente.

As projeções dos banqueiros centrais dos EUA apontam para um abrandamento, passado o sobreaquecimento em curso motivado por cortes nos impostos, aumento da despesa pública e do endividamento das empresas e taxas de juro da dívida pública e do banco central historicamente ainda muito baixas em termos reais. A guerra comercial "se chegar a taxas amplas e duradouras, isso será mau para a economia dos EUA", rematou Powell, ele próprio indicado pelo presidente norte-americano para presidente da Fed.

Na quarta-feira, no decorrer da conferência de imprensa de Powell após a comunicação de uma nova subida da taxa diretora em 25 pontos-base (um quarto de ponto percentual), Wall Street e o Nasdaq precipitaram-se no vermelho. As duas bolsas mais importantes do mundo acabaram por perder 0,34% e o índice mundial MSCI ressentiu-se fechando em queda de 0,15%.

O Banco Central Europeu, no Boletim Económico publicado na quarta-feira, alerta que, "embora as taxas aduaneiras implementadas até agora [na escalada de guerra comercial] afetem uma proporção relativamente pequena do comércio global, as tensões sobre o comércio são altas, o que aumentou a incerteza sobre as perspectivas".

  • Presidente da Fed faz cair Wall Street

    Depois do início esta quarta-feira da conferência de imprensa de Jerome Powell, o presidente do banco central norte-americano, comentando as decisões tomadas na reunião de politica monetária, o principal índice da bolsa, o Dow Jones, perdeu 0,7%. As duas bolsas de Nova Iorque fecharam no vermelho