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WikiLeaks: Site encerrado muda-se para a Suíça

03.12.2010 às 9h53

Serviço de domínios que o WikiLeaks utilizava deixou de albergar o site porque o Wikileaks.org tem sido alvo de múltiplos ataques informáticos. Veja, no entanto, como continuar a aceder ao site de divulgação de documentos governamentais confidenciais.

O polémico site de divulgação de documentos governamentais confidenciais Wikileaks afirma ter sido encerrado devido ao fim do fornecimento dos serviços da empresa norte-americana que permitia a sua manutenção no ciberespaço, noticia a BBC

A EveryDNS.net, o serviço de domínios (Domain Name System - DNS) que o WikiLeaks utilizava, alega que deixou de albergar o site porque o Wikileaks.org tem sido alvo de múltiplos ataques informáticos. 

No entanto, sabendo o endereço IP do servidor que alberga o site (a partir de hoje algures na Suíça), é possível continuar a aceder-lhe. Em vez de digitar no browser (navegador) http://www.wikileaks.org deverá agora escrever: http://213.251.145.96/. Enquanto o novo endereço IP não for replicado pela Internet, será assim mais fácil aceder ao polémico site do que digitando o novo URL: www.wikileaks.ch.

Ameaça a outros sites

Os ataques, segundo a EveryDNS, citada pela BBC, constituem uma ameaça às suas infraestruturas e põem em perigo o acesso a milhares de outros sites da Internet. 

O WikiLeaks afirma que tem sofrido interrupções desde que começou a divulgar milhares de telegramas confidenciais dos Estados Unidos. Os despachos, que envolvem relações diplomáticas e atividades militares, têm causado grande controvérsia em todo o mundo. 

Numa mensagem publicada na rede social Twitter, o WikiLeaks reconhece que o seu domínio foi "morto" pela EveryDNS.net. Desconhece-se por quanto tempo esta interrupção se manterá, adianta a cadeia de notícias britânica. 

Julian Assange pode ser detido amanhã

Ao mesmo tempo que o site foi encerrado, a Scotland Yard anunciou à imprensa britânica que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, poderá ser detido no sábado. 

A Interpol indicou na terça-feira ter emitido um mandado de captura internacional contra Julian Assange, procurado na Suécia no âmbito de uma investigação por "violação e agressão sexual" a duas mulheres.  

A 18 de novembro, a justiça sueca tinha lançado um mandado de captura contra o australiano de 39 anos para o interrogar "por suspeitas razoáveis de violação, agressão sexual e coerção", crimes alegadamente ocorridos em agosto deste ano.