Diário

Crise do Livre acabou ao fim de 22 horas de reunião e da audição de 11 personalidades (durante 19 horas e meia)

A deputada Joacir Katar Moreira ao lado de Rui Tavares e outros responsáveis do Livre, numa foto de arquivo

joão girão

Afinal não há divergência política entre Joacine Katar Moreira e a direção do Livre. Tudo não passou de “desentendimento procedimental” no voto sobre as agressões israelitas, porque o partido não respondeu a tempo. Mas até a crise ser dada por terminada houve muito lavar de roupa suja, que durou muitos dias e muitas horas. O partido está a aprender a ser poder

10 dezembro 2019 18:18

Rosa Pedroso Lima

Rosa Pedroso Lima

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Jornalista

Depois de 22 horas de reunião, em duas noites consecutivas, a Assembleia Geral do Livre deu, finalmente, por encerrado o confito aberto entre a deputada Joacine Katar Moreira e a direção partidária. Não há motivo para sanção disciplinar, nem para retirada da confiança política à deputada. Por unanimidade, o partido prometeu estar “presente, mas com eficácia e constância acrescida” a prestar “suporte” ao mandato de Joacine.

Foram três semanas de guerra aberta e de troca pública de acusações, mas, agora, o Livre quer pôr um ponto final na crise aberta em torno da abstenção, por parte da sua deputada, num voto de protesto contra as agressões israelitas na Faixa de Gaza. Afinal, concluiu a Comissão de Ética do partido, o gabinete parlamentar de Joacine até tinha questionado a direção partidária sobre o modo como a deputada iria votar... mas não foi elucidado a tempo. “A deputada teve dúvidas”, diz o parecer da comissão de ética a que o Expresso teve acesso. “Apesar de bem inteirada da posição do partido e dela própria acerca da condenação da política de Israel quanto aos territórios palestinianos, particularmente quanto ao tema dos colonatos judaicos, não reconhecia na proposta uma referência à necessidade de diálogo, o que constava em anteriores textos do Livre”, diz o parecer.

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