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Parlamento deixa Ordem dos Enfermeiros isolada

Afinal há consensos. À esquerda e à direita, ninguém se esforçou por defender a legitimidade da greve dos enfermeiros às cirurgias. Costa fez de Ana Rita Cavaco inimiga n.º 1 do Governo. Só a Venezuela aqueceu o debate

Num debate quinzenal estranhamente morno, Ana Rita Cavaco, bastonária da Ordem dos Enfermeiros, acabou por assumir o papel de única vilã. Por ação e por omissão de todos os intervenientes: à direita, Fernando Negrão e Assunção Cristas não confrontaram o Governo com a nova greve anunciada; à esquerda, Jerónimo de Sousa e Heloísa Apolónia ignoraram igualmente o tema, deixando os enfermeiros ainda mais isolados nesta luta; Catarina Martins acabou mesmo por afirmar que “os enfermeiros e enfermeiras deste país são muito melhores que a sua bastonária”. Resultado? Caminho aberto para António Costa fazer de Ana Rita Cavaco inimiga n.º 1 do Governo.

“Nunca podemos confundir enfermeiros e SNS com os seus dirigentes na Ordem e sindicais. Nem sequer confundir os dirigentes sindicais e os que exercem o direito à greve conforme a lei com os que o fazem de forma absolutamente ilegítima e selvagem. Nem confundir a Ordem enquanto instituição com aquela que neste momento a representa e está a cometer graves ilegalidades. Isso é ilegítimo e inaceitável”, afirmou o primeiro-ministro.

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