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A “espionagem industrial” resultou: o feito histórico chinês que causou meio-espanto

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Chineses tornaram-se os primeiros a pousar uma nave no lado oculto da Lua, aquele aonde nem americanos e russos quiseram ir (e não é por acaso). A conquista é importante mas não é ultra-revolucionária, há manifestações de admiração mas não de euforia pelo feito. Independentemente disso, a ciência e tecnologia chinesas manifestam a sua sabedoria - alguma da qual adquirida por vias mais atribuladas. E, afinal, porque é importante chegar a este lado oculto da Lua?

Hélder Gomes

Hélder Gomes

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Jornalista

Eram 10h26 em Pequim, 02h26 em Lisboa, quando esta quinta-feira a China escreveu uma nova página na história da exploração espacial: pela primeira vez, uma sonda pousava no lado oculto da Lua – mais concretamente, na Bacia do Polo Sul-Aitken. Os media chineses descreveram a alunagem como “um marco importante na exploração espacial”. O presidente do Observatório Astronómico de Lisboa, Rui Agostinho, comenta ao Expresso que o feito é revelador do atraso chinês na conquista do espaço.

“Historicamente, a União Soviética (e, mais tarde, a Rússia) e os EUA puseram naves a gravitar à volta da Lua. Não pousaram pacificamente no outro lado mas atiraram um satélite com a missão de fazer o reconhecimento e mapear a Lua por completo”, começa por dizer. A China chegou “atrasada” e, para deixar “um marco na história da astronáutica”, “teria de fazer algo que os outros não fizeram” e, por isso, foi pousar a sonda não tripulada Chang’e-4 “do lado de lá”. Mas porque não o fizeram antes os russos ou os americanos? Porque “há um problema associado a estar do lado de lá da Lua, que é a falta de telecomunicações para a Terra”, explica o astrónomo português.

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