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A guerra nuclear e o fim da civilização segundo Putin

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A humanidade aproxima-se de um novo “limiar perigoso” quando Washington rasga ou desconsidera tratados de contenção nuclear. A avaliação é de Vladimir Putin que esta quinta-feira alertou para os riscos de uma nova “corrida ao armamento” e sublinhou que à Rússia só resta garantir a sua própria segurança. Putin atacou ainda a dificuldade do Reino Unido e dos EUA em lidarem com as escolhas dos seus eleitores

Hélder Gomes

Hélder Gomes

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Jornalista

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou esta quinta-feira que a ameaça de um conflito nuclear está a crescer e que a culpa é dos EUA. “Se, Deus nos livre, algo desse género acontecer, isso levará ao fim de toda a civilização e talvez também do planeta”, afirmou. Putin não poupou no dramatismo na sua tradicional conferência de imprensa de fim de ano, que se estendeu por mais de três horas e abordou assuntos como o Brexit, a eleição de Donald Trump e a retirada das tropas americanas da Síria.

No capítulo nuclear, o Presidente russo disse que o mundo está a assistir ao “colapso da ordem internacional de controlo de armas” e ao início de “uma corrida ao armamento”. O diagnóstico é uma clara alusão à intenção, anunciada em outubro por Trump, de retirar os Estados Unidos do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio (INF, na sigla em inglês), assinado em 1987 entre o então Presidente Ronald Reagan e o último líder soviético, Mikhail Gorbachev.

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