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A crise mudou os jovens e isso está a ter impacto na demografia

15 novembro 2018 18:00

rui ochôa

A demógrafa Maria Filomena Mendes acredita que o impacto da crise nos mais jovens os levou a valorizar mais a família, os filhos e as experiências de vida, em detrimento da compra de um carro ou de uma casa. “A crise fê-los modificar a sua forma de pensar”, defende. E isso pode estar a alterar as suas perceções em relação ao casamento

15 novembro 2018 18:00

Menos bebés, mais casamentos e menos divórcios: eis um retrato muito resumido da demografia portuguesa em 2017 com base nos dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Nasceram 86.154 bebés, menos 972 do que no ano anterior, e esse é um número já distante dos quase 90 mil nascimentos de 2012, registados ainda do início da crise económica e financeira, que teve um impacto direto na demografia.

Apesar da queda dos nascimentos, o índice sintético de fecundidade, ou seja, o número médio de filhos por mulher, aumentou pelo quarto ano consecutivo (1,37, contra 1,36 em 2016). Ainda assim, Portugal mantém-se com níveis baixos e distantes do limite mínimo necessário para a renovação das gerações (2,1 filhos por mulher).

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