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Médicos vão exercer com menos estudos

Paulo Vaz Henriques

Desde 2015 que Portugal tem médicos sem especialidade, por haver desde então muitas centenas de clínicos acabados de se formar que não têm conseguido vaga para a especialização. A solução encontrada pelo Governo é deixá-los sair para o exercício da profissão um ano antes do que até agora

Está formalmente assumido: Portugal volta a ter médicos não especialistas. A assunção consta de um documento do Governo que define novas regras para o chamado ano comum, que os estudantes realizam após o 6º ano do curso. Desde 2015 que o número de licenciados supera as vagas para especialização abertas nos vários hospitais e centros de saúde. O que significa que o ano de formação geral que se segue à licenciatura, e que até agora era o caminho para a especialização, tornou-se uma porta de ‘saída forçada’ para o mercado de trabalho. Daí que seja preciso aumentar a exigência.

Segundo a portaria, publicada na semana passada, os médicos que não tenham vaga para entrar para a especialidade ou dispensem a formação acrescida poderão trabalhar de imediato com total autonomia. A opção existia, mas só depois de concluído o primeiro ano da especialização. Ou seja, agora podem começar a exercer um ano mais cedo.

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