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E se lhe disserem que, afinal, os robôs vão criar emprego para os humanos? 58 milhões de novos empregos, para sermos rigorosos

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As contas são do Fórum Económico Mundial e constam do último relatório “Future of Jobs 2018”, que acaba de ser divulgado. Entre os novos empregos que a automação vai criar nos próximos quatro anos e as profissões que fará desaparecer, há um saldo líquido de 58 milhões de novos postos de trabalho

Catia Mateus

Catia Mateus

Jornalista

É uma rutura com a generalidade dos estudos sobre o impacto da automação no emprego publicados até agora e que apontavam para a destruição de postos de trabalho humanos a favor dos robôs. O Fórum Económico Mundial acaba de tornar público o último “Future of Jobs Report 2018”, o relatório que analisa o impacto da automação e da inteligência artificial no mercado de trabalho global. Segundo o estudo, até 2022 os humanos vão ceder lugar a robôs e algoritmos no desempenho de tarefas rotineiras e esta mudança de paradigma vai reconfigurar por completo o panorama do emprego a nível mundial. Mas o saldo desta equação afinal não penaliza os humanos. Entre os novos empregos criados (133 milhões nos próximos quatro anos , segundo as perspetivas do estudo) e os extintos por via da automação (75 milhões), há um saldo positivo de 58 milhões de novos empregos para humanos até 2022.

Em relatórios anteriores, o Fórum Económico Mundial chegou a antecipar que os avanços da robótica e da inteligência artificial colocariam cinco milhões de profissionais no desemprego até 2020. Porém, as conclusões do estudo agora apresentado demonstram que, se gerida corretamente, a automação até pode surtir impactos positivos no mercado de trabalho “e conduzir a uma nova era de melhores empregos”.

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