Cultura

Pedro Costa: “Não fazemos parte deste cinema de agora: uma atividade vazia, de fachada, de convenção”

4 janeiro 2023 16:17

Catarina Brites Soares

Pedro Costa com o Leopardo de Ouro no Festival de Cinema de Locarno, em 2019

getty images

63 anos. Realizador. Português. Primeiro filme, “O Sangue” (1989). O último, “Vitalina Varela” (2019). Prémios, vários. O cinema comprometido trouxe-lhe reconhecimento internacional, como prova a nova homenagem que lhe prestam em Espanha por estes dias. Ao Expresso, sublinha que as pessoas com quem trabalha são “a melhor parte” do seu país, lamenta a “colonização norte-americana” dos “intelectuais portugueses” e aponta o dedo aos “tontos que se babam com a honra de ter a Netflix e a Amazon a filmar as belezas de Lisboa e Sintra”

4 janeiro 2023 16:17

Catarina Brites Soares

Pedro Costa, além do cinema (mas também no cinema). Em outubro de 2022, viu inaugurar a exposição “Canción de Pedro Costa”, no Centro de Imagem La Virreina, considerada uma das melhores do ano para os jornais “Ara” e “La Vanguardia”, patente até 23 de abril. Daqui partirá para a Corunha, onde também poderá ser vista na Fundación Luís Seoane. Antes, já este mês e ainda em Barcelona, tem início uma retrospetiva na Filmoteca da Catalunha, à qual se junta uma seleção de filmes escolhidos pelo autor num diálogo entre a sua filmografia e as suas referências. Está também agendado um seminário, de 13 a 17; e uma visita comentada pelo realizador à exposição dedicada a outro cineasta português, Manoel de Oliveira. Tão ampla homenagem conduziu a esta entrevista ao Expresso - que o realizador propôs realizar por e-mail.