Cultura

DGArtes: companhias históricas devem ter de concorrer a apoios? “Não deviam ter de mendigar” a um “júri de académicos que mal as conhece”

22 dezembro 2022 21:17

A Seiva Trupe, com 50 anos de atividade, ou A Barraca, há 46 a fazer serviço público, foram consideradas elegíveis pelo júri, mas não foram indicadas para receber financiamento da DGArtes. Faz sentido que companhias históricas tenham de se candidatar a apoios e que todo o trabalho seja escrutinado num concurso juntamente com grupos emergentes, com projetos e percursos artísticos que de nenhuma forma são comparáveis? “É problemático achar que toda a gente começa numa página em branco”, considera a associação Plateia

22 dezembro 2022 21:17

Já é um clássico: assim que são divulgados os resultados preliminares para os apoios sustentados, bienais e quadrienais, surgem invariavelmente protestos por parte dos artistas e grupos que não foram indicados para receber financiamento da DGArtes. Como acontece em qualquer concurso, nem todos sairão a ganhar e a avaliação de um júri ad hoc, será sempre contestada. Das 358 candidaturas admitidas e apreciadas, 212 foram propostas para apoio referente ao ciclo 2023-2026, o que representa um aumento de 13% face às 186 entidades contempladas com verbas no ciclo 2018-2021.