Cultura

Festival MOTELX já começou com Dario Argento e uma nova história do terror português: veja os trailers dos maiores destaques

7 setembro 2022 0:49

"Dark Glasses", de Dario Argento

Mais de cem filmes, cine-concertos, um livro sobre cinema português e a presença do cineasta italiano Dario Argento, um dos mestres do género. O Festival de Cinema de Terror de Lisboa - MOTELX prolonga-se até segunda-feira

7 setembro 2022 0:49

A 16.ª edição do festival abriu terça-feira no cinema São Jorge com "Bodies Bodies Bodies", da atriz e realizadora holandesa Halina Reijn, "um 'slasher' da geração Z sobre um grupo de jovens ricos que planeia uma festa que corre muito mal", descreveu a organização.

Durante uma semana, o MOTELX irá mostrar uma centena de produções, com destaque para "Dark Glasses", que Dario Argento, de 81 anos, apresentará em Lisboa, e "Final Cut", de Michel Hazanavicius.

O festival conta também com o filme "Something in the Dirt", da dupla norte-americana Aaron Moorhead e Justin Benson, que também estará em Lisboa.

Na competição, o MOTELX contará, entre outros, com a produção ibérica "O Corpo Aberto", de Ángeles Huerta, um 'folk horror' com Victoria Guerra e José Fidalgo, "Os Demónios do Meu Avô", longa de animação de Nuno Beato, e "Criança Lobo", de Frederico Serra.

Este ano, a secção "Quarto Perdido" é dedicada ao produtor Paulo Branco, com a exibição de três filmes, que partilham entre si "o terror proveniente do folclore, o chamado 'folk horror'". São eles "O Convento" (1995), de Manoel de Oliveira, "O Fascínio" (2003), de José Fonseca e Costa, e "Coisa Ruim" (2006), de Tiago Guedes e Frederico Serra.

Além de sessões de cinema, o MOTELX vai lançar o livro "O Quarto Perdido do MOTELX - Os Filmes do Terror Português (1911-2006)”, uma obra sobre quase um século de cinema português, à luz daquele género cinematográfico.

Quase no final do festival, haverá um cineconcerto com "Os Crimes de Diogo Alves" (1911), de João Tavares, e que é considerado o primeiro filme de terror português, com partitura de Bernardo Sassetti, interpretada por músicos da Escola Superior de Música de Lisboa.

Com Lusa