O que é que Julião Sarmento, Marina Abramovic, Álvaro Siza e Fernanda Fragateiro têm em comum? Está tudo na pedra
16.02.2020 às 13h31
Em junho, em Lisboa, ou em setembro, em Paris, vamos poder ver peças destes e outros artistas, designers e arquitetos, que partilham a origem e o material de que são feitos
“Azul Cadoiço”, de Julião Sarmento, e ao fundo “Dice (Limestone)”, de Carsten Höller, na Bienal de Veneza
No jardim da Fondazione Giorgio Cini, na ilha de San Giorgio Maggiore, em Veneza, os dois cubos não distam muito um do outro. De um lado, “Dice (Limestone)”, de Carsten Höller, permite uma interação física com uma reprodução, de grande formato, de um dado de jogo oco, à semelhança do que o artista alemão tem feito com outros materiais. Do outro, a visão sobre o verde é interrompida por uma escultura, de pedra e madeira (paletes), “Azul Cadoiço”, de Julião Sarmento, que cruza o cinzeiro de Bruno Munari com o cubo minimalista de Donald Judd. O facto de as duas peças serem cubos é uma coincidência, como o Expresso descobrirá, semanas mais tarde, em Lisboa, em conversa com os artistas. Serem de mármore já não.
A poucos metros, a exposição “Expanded”, da qual os dois cubos fazem parte, completa-se com uma terceira peça, também em pedra, “Chair for Human Use (II)”, concebida por Marina Abramovic e constituída por duas cadeiras em granito, quartzo e cristal, colocadas frente a frente, e um texto que convida à profunda interação entre duas pessoas, como acontece em muitos outros trabalhos da artista. Em comum, as peças têm ainda a origem das pedras usadas, ou seja, Portugal. E também a indústria nacional, que as transforma.
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