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Expresso

Coronavírus

“Não há ultrapassagens de ninguém à frente de ninguém” nas alterações ao plano de vacinação, diz Lacerda Sales

19 Fevereiro 2021 13:09

TIAGO PETINGA

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde afirma que Portugal “está a vacinar de acordo com o que tem chegado” e defende que “o plano está a ser bem executado”. Por agora, diz António Lacerda Sales, “é prematuro falar em desconfinamento”

19 Fevereiro 2021 13:09

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde defende que o plano de vacinação contra a covid-19 “está a ser bem executado” e “em alinhamento com a maioria dos países da Europa”. A imunização está a ser feita “de acordo com o que tem chegado”, diz António Lacerda Sales, e frisa que “todas as vacinas que chegam rapidamente são administradas”.

Em declarações à comunicação social, Lacerda Sales referiu que “cerca de 6,3% da população está coberta pela vacinação, sendo que 2,3% já tomaram as duas doses, o que está em alinhamento com a maioria dos países da Europa”.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde reconhece que “estamos sempre dependentes daquilo que é a capacidade de produção [de vacinas] e dos mecanismos de aquisição europeia”, acrescentando: “Precisamos que elas cá cheguem para depois podermos executar o nosso plano”.

Sobre os atrasos nas entregas, Lacerda Sales diz que, “em vez do total de 11 milhões de vacinas que estariam previstas no final do primeiro semestre, teremos na ordem de 8 ou 9 milhões”. Ainda assim, acredita, “poderá chegar para vacinar 3,6 milhões de pessoas” e “vai corresponder àquilo que era a fase inicial do plano”.

Relativamente às alterações nas prioridades previstas no plano, António Lacerda Sales assevera que “a vacinação vai-se fazendo em linhagens paralelas e não há aqui ultrapassagens de ninguém à frente de ninguém”.

“Ao mesmo tempo que vacinamos pessoas com mais de 80 anos, pessoas com mais de 50 e com comorbilidades conhecidas, ainda continuamos a vacinar profissionais de saúde”, salienta.

O que há, esclarece, “é prioridades que devem ser consistentes e situações que devem ser redefinidas em função da aprendizagem que vamos fazendo ao longo deste tempo”.

Por enquanto, António Lacerda Sales não quer ouvir falar em desconfinar. “A palavra agora é confinamento. É aí que nos devemos focar. É prematuro falar em desconfinamento. O que queremos é assegurar que todos os portugueses, em termos de consciência coletiva, sigam as regras”, completou.