Coronavírus

Covid-19. Hackers russos e norte-coreanos atacaram laboratórios que desenvolvem a vacina

16 novembro 2020 17:53

bill hinton/getty images

Um dos grupos de piratas informáticos tentou aceder aos sistemas fazendo-se passar por representantes da Organização Mundial da Saúde

16 novembro 2020 17:53

A Microsoft anunciou no seu blogue oficial ter detetado nos últimos meses uma série de ataques informáticos por parte de três grupos de hackers que tentaram aceder aos sistemas de laboratórios farmacêuticos ligados ao desenvolvimento da vacina e de tratamentos para a covid-19. Dois dos grupos são provenientes e financiados pela Coreia do Norte, enquanto o outro é russo, com ligações ao Kremlin. A maioria das investidas foi travada.

As sete organizações visadas pelos hackers estão sediadas nos Estados Unidos, Canadá, França, Índia e Coreia do Sul.

Um dos grupos norte-coreanos, conhecido como “Cerium”, tentou aceder a informações confidenciais e a estratégia passava pelo envio de e-mails de “phishing” — com o propósito de obter dados ou credenciais de acesso —, fazendo passar-se por representantes da Organização Mundial da Saúde.

O outro grupo de cibercriminosos ligado ao regime de Pyongyang, denominado “Zinc”, usou a mesma armadilha, mas os hackers faziam passar-se por empresas que estavam a recrutar investigadores científicos, usando como isco propostas de emprego falsas.

Já atacantes informáticos russos, conhecidos como “Strontium”, teceram uma outra teia virtual, conhecida como “password spray”, que consiste em tentar rapidamente milhares ou milhões combinações possíveis para obter os códigos de acesso.

As motivações eram diversificadas, entre as quais roubar informação ou sabotar testes clínicos.