Coronavírus

Covid-19. Câmara de Amarante cria equipa de intervenção rápida para atuar em todas as escolas públicas e privadas

28 outubro 2020 19:29

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Coordenada pela delegada de Saúde do Baixo Tâmega em parceria com o município, equipa que integra médicos e enfermeiros tem ‘via verde' para agilizar procedimentos preventivos junto de alunos e familiares suspeitos de contágios com infetados

28 outubro 2020 19:29

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

O executivo da Câmara de Amarante tem no terreno uma equipa multidisciplinar de intervenção nas escolas com vista a intervir sobre a situação epidemiológica da comunidade escolar no concelho. Coordenada pela Delegada de Saúde do Baixo Tâmega em parceria com o município, a equipa tem ‘via-verde’ para atuar em todas as instituições de ensino, público e privado, no âmbito da Covid-19.

De acordo com José Luis Gaspar, a equipa é composta por oito elementos e integra médicos e enfermeiros, seguindo as orientações da ACeS – Agrupamento de Centros de Saúde, “em concordância com parâmetros definidos pela DGS”. O presidente da Câmara de Amarante adianta que a metodologia seguida pela equipa de intervenção rápida “agiliza todos os processos logo que é detetado um caso positivo nas escolas, desde a pronta comunicação com os encarregados de educação dos alunos que tenham estado em contacto com um infetado”.

Apesar de a situação no concelho não ser para já “muito preocupante e menor dos que nos concelhos vizinhos” - 378 casos ativos - o autarca social-democrata prefere “prevenir do que remediar”, face ao “caos que se vive no país”. A decisão de José Luís Gaspar é justificada com as “dificuldades de contactar a Saúde 24 e as unidades de saúde locais” ser maior do que as sentidas na primeira vaga da pandemia.

José Luís Gaspar assegura ainda que com a intervenção da equipa multidisciplinar será ainda possível efetuar testes de rastreio de alunos e familiares e decidir quem fica ou não em quarentena. “Neste momento, o que está a falhar é a celeridade de procedimentos numa altura em que o surto está dissiminado na comunidade em geral”, refere.

O presidente da Câmara de Amarante adverte que o país não condições económicas para voltar a fechar, mas defende que faz sentido que seja declarado novo estado de emergência para garantir suporte local para os autarcas implementarem medidas restritivas temporárias a nível municipal. “Esta autonomia é fundamental para estancar a propagação”, conclui.