Covid-19: EUA aproximam-se dos 5 milhões de casos. Escolas no Brasil com abertura marcada para outubro
08.08.2020 às 9h06
Noam Galai
Últimos dados mostram que a Califórnia é o Estado com mais casos, mas que é em Nova Iorque que mais se morre com a doença. No Brasil, e embora São Paulo seja o mais afetado, as aulas presenciais já têm regresso marcado. Uso generalizado de máscara cresce nas cidades francesas
Nas últimas horas foram conhecidos novos balanços da doença em vários países, que voltam a mostrar que a doença está longe de estar controlada na maior parte dos territórios.
O continente americano é aquele que mais preocupa atualmente. Estados Unidos, Brasil e México lideram já em número de mortes e a dificuldade em conter as infeções é uma realidade.
O Brasil é o segundo país mais atingido pela doença no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos em número de mortos (160.104) e de casos diagnosticados (mais de 4,8 milhões).
Também na Europa se tenta a todo o custo conter as infeções. Em França, onde o uso de máscara é obrigatório nos espaços públicos fechados desde 20 de julho, a obrigatoriedade está a estender-se às áreas abertas num cada vez maior número de cidades em todo o país.
RÚSSIA
As autoridades russas relataram 5.212 novos casos de Covid-19, provocada pelo novo coronavírus, este sábado, elevando seu número nacional para 882.347. A Rússia é o quarto maior do mundo com mais casos.
O número oficial de mortos aumentou para 14.854. Foram registados 129 óbitos no país nas últimas 24 horas.
ALEMANHA
O número de casos confirmados de coronavírus na Alemanha aumentou em 1.122 em apenas 24 horas, de acordo com os dados do Instituto Robert Koch (RKI) para doenças infecciosas, conhecidos este sábado. O total de infetados é agora de 215.336. O número de mortos relatado aumentou em 12, para 9.195. As autoridades alemãs estão a reforçar a importância de conter as infeções, depois de o alarme ter soado com o regresso de um número de infeções diárias superior às mil.
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
Os Estados Unidos registaram 1.062 mortos e 49.273 infetados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo uma contagem independente da Universidade Johns Hopkins. Os últimos números elevam o total de mortes para 161.052 e o de casos confirmados para 4.926.063.
O balanço realizado às 20h de quinta-feira (01h de hoje em Lisboa) pela agência de notícias EFE apontou ainda que, apesar de Nova Iorque não ser o estado com o maior número de infeções, ainda é o mais atingido em termos de mortes nos Estados Unidos, com 32.760, mais do que França ou Espanha.
Só na cidade de Nova Iorque, 23.563 pessoas morreram, seguida pela vizinha New Jersey com 15.849 mortos, Califórnia com 10.083 e Massachusetts com 8.817 e Texas com 8.709. Em termos de infeções, a Califórnia tem 543.756, seguida da Florida com 510.389, Texas com 490.499, e Nova Iorque com 419.642.
BRASIL
O Brasil regista 99.572 mortos e 2.962.442 de pessoas infetadas pelo novo coronavírus, segundo um balanço divulgado este sábado pelo Governo. De acordo com os dados anunciados pelo Ministério da Saúde, nas últimas 24 horas o país contabilizou 1.079 óbitos e 50.230 novas infeções.
Esta sexta-feira, o Governo do estado de São Paulo, o mais afetado pela pandemia no Brasil, anunciou que as aulas presenciais nas escolas públicas e privadas serão retomadas no dia 7 de outubro. A primeira previsão sobre o regresso dos alunos às escolas em São Paulo, o estado mais rico e mais populoso do país, com 45 milhões de habitantes, apontava para o dia 08 de setembro.
São Paulo já regista um total de 24.735 óbitos e 608.379 casos confirmados de covid-19. Já em número de mortos, o Rio de Janeiro continua a ser o segundo estado brasileiro mais afetado, com 14.028 óbitos, seguido pelo Ceará (7.921).
MÉXICO
O México registou 794 mortes e 6.717 casos de infeção com o novo coronavírus, anunciaram as autoridades de saúde mexicanas na quarta-feira. No total, o país registou 51.311 óbitos e 469.407 contágios confirmados desde o início da pandemia.
A Cidade do México e os estados do México, Tabasco, Guanajuato e Veracruz são as zonas do país com o maior número de casos e representam cerca de 45% do total de infeções no país.
O México ocupa o sexto lugar no mundo em número de casos globais, depois dos Estados Unidos, Brasil, Índia, Rússia e África do Sul, e é o terceiro com mais mortes, depois dos Estados Unidos e do Brasil.
CHINA
A China registou na sexta-feira 31 novos casos da covid-19, o oitavo dia consecutivo de infeções abaixo da marca dos 100, informou este sábado a Comissão Nacional de Saúde.
De acordo com estatísticas oficiais, 25 das 31 novas infeções foram registadas em Xinjiang.Os seis casos restantes foram diagnosticados entre viajantes do estrangeiro, conhecidos como casos "importados". Em Xangai e nas províncias de Zhejiang, Shandong, Hubei e Cantão.
As autoridades de saúde detalharam que, até à meia-noite local (17h de sexta-feira, em Lisboa), 35 pacientes tiveram alta. O número de infeções ativas na China continental é de 839, dos quais 42 permanecem em estado grave.
A Comissão não anunciou novas mortes por covid-19, mantendo-se o total desde o início da pandemia em 4.634, entre as 84.596 pessoas infetadas oficialmente diagnosticadas na China.
FRANÇA
Os indicadores da covid-19 continuam a degradar-se em França, onde, nas últimas 24 horas, 2.288 pessoas testaram positivo ao novo coronavírus, aumento inédito desde maio, indicou esta sexta-feira a Direção Geral de Saúde (DGS) francesa.
Segundo o balanço da DGS local, a França registou mais de 9.330 novos casos numa semana (1.604 na quinta-feira e 1.695 no dia anterior), depois de a barreira dos 1.000 novos casos diários ter sido ultrapassada em fins de julho.
Desde quinta-feira, apareceram 21 novos focos de covid-19, elevando o número total para 787, permanecendo ativos 288. Nas últimas 24 horas, as autoridades sanitárias gaulesas contabilizaram mais 12 mortes, elevando o total para 30.324 óbitos - 19.818 em estabelecimentos hospitalares e 10.506 em lares de terceira idade e centros de saúde.