Coronavírus

Covid-19. Rastreio na Universidade do Porto revela que homens têm mais anticorpos

26 julho 2020 21:58

Um dos primeiros retratos do vírus SARS-CoV2, que causa a doença COVID-19, pela Universidade de Milão, com uma seta a apontar para a partícula do coronavírus ligada às membranas celulares e exibindo a proteína 'spike' na superfície viral

university of milan/scibis handout

A prevalência de anticorpos é quase o dobro nos homens do que nas mulheres e aumenta com a idade, conclui estudo aos trabalhadores do sistema de ensino superior público do Porto

26 julho 2020 21:58

Dos 4429 testados no rastreio serológico às instituições de ensino superior público do Porto, 3,8% revelaram anticorpos para o novo coronavírus. Desses, apenas 40 (0,9%) testaram positivo para a presença dos anticorpos de maior duração (da classe IgG), aqueles que o organismo começa a produzir após a resposta imunitária inicial, feita com anticorpos da classe IgM.

Realizado ao longo de dois meses a trabalhadores da Universidade, do Politécnico e da Escola Superior de Enfermagem do Porto, que se voluntariaram, o estudo revela que a prevalência de anticorpos é o dobro nos homens (1,3%) que nas mulheres (0,7%), concluindo que eles estão mais expostos e elas têm metade do risco. Os anticorpos aumentam com a idade, sendo o seu número maior entre os participantes dos 60 aos 69 anos (1,4%) e com idade igual ou superior a 70 anos (2,7%). É também maior entre os trabalhadores com o ensino básico (1,5%) e o doutoramento (1,3%), comparativamente aos graus de escolaridade intermédios.