Coronavírus

Covid-19: "Pessoas que poderiam ter vivido vão morrer" nos EUA, alerta mayor de Nova Iorque

22 março 2020 21:57

gretchen ertl/reuters

O presidente da câmara de Nova Iorque, Bill de Blasio, criticou este domingo a gestão da pandemia da Covid-19 pela administração do Presidente Donald Trump, alertando que vão morrer "pessoas que poderiam ter vivido".

22 março 2020 21:57

O presidente da câmara de Nova Iorque, Bill de Blasio, criticou este domingo a gestão da pandemia da ovid-19 pela administração do Presidente republicano, Donald Trump, alertando que vão morrer "pessoas que poderiam ter vivido".

"A verdade, que todos os nova-iorquinos e todos os americanos merecem ouvir, é que isto vai piorar. Na realidade, abril e maio serão muito piores", acrescentou Bill de Blasio, em declarações à cadeia NBC.

A capital económica norte-americana tem o maior número de casos confirmados de Covid-19 no país e os hospitais estão em risco de ficar sem capacidade de resposta.

"Estamos francamente a 10 dias de uma escassez generalizada de ventiladores, máscaras cirúrgicas, coisas necessárias para um hospital continuar a funcionar", previu, em declarações à CNN.

O político democrata lamentou que o Presidente "não mexa um dedo para ajudar a sua cidade natal".

"Não posso ser mais claro: se o Presidente não agir, pessoas que poderiam ter vivido vão morrer", insistiu.

O Estado de Nova Iorque precisa de cerca de 30.000 ventiladores, sendo que cada um pode custar mais de 40.000 dólares (37.378, à taxa de câmbio atual), indicou hoje o Governador Andrew Cuomo, que lamentou que vários Estados norte-americanos estejam a lutar pelos aparelhos

"É apenas uma situação impossível de gerir", disse Cuomo.

Mais de 100 pessoas morreram devido ao novo coronavírus nos Estados Unidos nas últimas 24 horas, elevando para 389 o número de óbitos, contra 278 à mesma hora de sábado, de acordo com a universidade Johns Hopkins.

Os Estados de Nova Iorque (114 mortos), de Washington (94) e da Califórnia (28) são o centro da epidemia de Covid-19, que já infetou cerca de 30.000 pessoas nos Estados Unidos.