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Para regionalizar, comecemos pelo Algarve

Há uma forma de desatar o nó atado por Marcelo e Guterres: o exemplo. Dar ao Algarve, única região com fronteiras indiscutíveis, identidade vincada e que até votou favoravelmente a regionalização, a autonomia que se projeta para as regiões administrativas. Deixar que o resto do país perceba as enormes vantagens da regionalização para que seja ele próprio a desejá-la

Quando o cinismo pragmático de António Guterres e o cinismo lúdico de Marcelo Rebelo de Sousa se encontraram nasceu uma aberração: o referendo a uma regionalização que já constava na Constituição. Lá se arranjou uma forma de o inconstitucional não o ser e de o chumbo estar garantido. Juntando à pergunta sobre a regionalização um mapa, impondo regiões de cima para baixo e alimentando os ódios locais, matou-se uma das mais urgentes reformas para este país. Rebelo de Sousa, então líder do PSD, festejou a vitória. O país marcou passo.

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