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Propinas: não pagamos duas vezes!

Somos um dos países europeus onde as famílias têm uma taxa de financiamento dos estudos superiores mais altos e onde a percentagem de estudantes que abandonam a universidade por razões financeiras é mais alta

A minha geração lembra-se bem dos argumentos que foram apresentados para introduzir propinas no ensino superior público: que seriam valores simbólicos, que pretendiam introduzir alguma justiça no sistema, que nunca iriam ser fonte relevante de financiamento. Passados todos estes anos, as propinas são, para qualquer família de classe média, tudo menos simbólicas. As despesas com propinas, deslocações, residência, livros e material são incomportáveis para quem, não sendo bastante abonado, não receba bolsa. Não estamos a falar de ricos. São 80% os estudantes que não têm qualquer apoio – 15% apenas têm as propinas pagas e só 5% têm um apoio extra.

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