Siga-nos

Perfil

Expresso

A ratoeira da fama

Mesmo depois de alegadamente terem participado em crimes muito violentos, Rosa Grilo e Diana Fialho sentiram necessidade de falar em público. Como se o julgamento fosse acontecer na televisão e não num tribunal depois de uma investigação policial. Ou, ainda mais prosaico: como se, mesmo num momento trágico, os holofotes fossem irresistíveis

Dois homicídios com impacto mediático marcaram, pela sua violência e pelo parentesco entre os envolvidos, os espaços noticiosos do último mês: o do triatleta Luís Grilo, de Vila Franca de Xira, e o da professora Amélia Fialho, do Montijo. Os dois casos têm muitas coisas em comum. Os suspeitos do homicídio de Luís Grilo são Rosa Grilo, sua viúva, e António Félix Joaquim, que alegadamente manteriam uma relação extraconjugal. Os autores confessos do assassinato de Amélio Fialho são Diana Fialho, sua filha adotiva, e Iuri Mata, seu marido. Em qualquer dos casos, tudo indica estarmos perante homicídios planeados e, apesar de no caso de Luís Grilo existir uma relação extraconjugal, as motivações terão sido financeiras (um seguro e a herança de imóveis). O assassinato de Vila Franca terá sido feito com o disparo no crânio, mas o corpo foi encontrado muito longe do local do crime, com um saco na cabeça, corpo totalmente nu e sinais de ter sido arrastado. No caso de Amélia Fialho, o corpo foi queimado e enterrado. Em ambos os crimes terá havido cumplicidade ativa dos companheiros (amante de Rosa e marido de Diana). O que é um suculento alimento para fantasias sobre mulheres perversas e manipuladoras, excelente para o consumo telenovelesco de que se alimentam os telejornais.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso, pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido