Um feminismo antimãe não é misoginia?
18.03.2019 às 18h41
Elena Ferrante não é jovem, não é francesa, não parece ser católica nem de direita, mas diz exatamente o mesmo que Marianne Durano (...) “as mulheres não podem em caso algum renunciar ao poder da reprodução em nome da produção”
Marianne Durano é uma jovem católica e feminista francesa. Como dizia há dias Mark Lilla na “New York Review of Books”, Durano faz parte de uma nova geração de católicos franceses que tenta encontrar um ponto intermédio entre a amoralidade secular e realpolitik da direita gaulista e o extremismo nacionalista e também secularista da Frente Nacional. Dentro desta renovação católica, procura-se uma visão feminista diferente do habitual.
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