Blitz

Vale a pena ler de novo. Moby: “Não me ralo se alguém se lembra de mim depois de eu morrer. O universo não quer saber de vidas tão breves”

27 dezembro 2022 11:30

Moby

travis schneider

Longe de ser uma figura consensual, é incontornável na música eletrónica nascida nos anos 90. Vendeu 12 milhões de álbuns com “Play”, subiu ao Olimpo da música e, reconhece sem pruridos, viu a vida desabar. Numa longa entrevista à BLITZ a propósito do documentário “Moby Doc”, o nova-iorquino Moby falou sobre música, cinema, fama e filosofia. Uma entrevista de 2022 que vale a pena (re)ler

27 dezembro 2022 11:30

Longe de ser uma figura consensual, Moby é, no entanto, um artista incontornável se quisermos entender o processo de imposição da música eletrónica perante as grandes audiências: "Play", o seu álbum de 1999, vendeu 12 milhões de cópias em todo o mundo, escancarando a uma nova geração de artistas equipados com pouco mais do que um laptop as portas dos grandes eventos. Agora conhece-lo um pouco melhor: "Moby Doc", filme estreado em 2021, escrito pelo próprio artista e realizado por Rob Gordon Bralver, vai ser exibido dia 10 no canal TVCine Edition (a partir das 22h00; repetição dia 12 às 7h30; depois disponível no serviço de vídeo on-demand TVCine+). O filme surge no contexto de uma reavaliação – que o próprio Richard Mellville Hall, de 57 anos, admite ser terapêutica – do passado que também se manifestou na publicação de dois livros de memórias – "Porcelain: A memoir" (2016) e também "Then It Fell Apart" (2019). Atravessado por um humor inteligente e por uma pungente autocrítica, "Moby Doc é um interessante documentário que ajuda a entender um pouco melhor uma figura complexa figura que adora filosofia, cinema experimental e a natureza".