Blitz

“Há uma superioridade latente na forma como o normal de Lisboa olha para o que é de fora. Como se fôssemos uma espécie de Tino de Rans”

25 dezembro 2022 9:40

As personagens "Bruno Aleixo" e "Homem do Bussaco", criadas por João Moreira e Pedro Santo

João Moreira, um dos argumentistas do fenómeno de culto Bruno Aleixo, afirma que ainda esbarra na “condescendência”: “[é como se pensassem:] tiveram sorte, correu-lhes bem, sem saber ler nem escrever vão-se safando”, ao passo que no Brasil, Bruno Aleixo é visto com exotismo, “como se fosse uma banda indie”. Para ouvir no podcast Posto Emissor, numa altura em que “O Natal do Bruno Aleixo” chega aos cinemas

25 dezembro 2022 9:40

Quase 15 anos depois de surgir em cena como um cometa no humor nacional, Bruno Aleixo chega pela segunda vez ao cinema, agora revivendo Natais do seu passado não isentos de peripécias e contrariedades, entre “prendas manhosas e péssimas refeições”. João Moreira, o seu criador e, com Pedro Santo, um dos argumentistas do filme “O Natal do Bruno Aleixo”, é o convidado do último Posto Emissor de 2022.

Questionado pelo impacto singular do universo Aleixo no Brasil, Moreira acredita que, por lá, “Bruno Aleixo é exótico, como se fosse uma banda indie”, em contraponto com alguma “condescendência” que ainda encontra em Portugal, “essa superioridade latente que há sempre na forma como o normal de Lisboa olha para o que é de fora, como fôssemos uma espécie de Tino de Rans”. “Tiveram sorte, correu-lhes bem. Sem saber ler nem escrever, vão-se safando”, graceja.

Para ouvir no podcast da BLITZ a partir dos 18 minutos e 2 segundos: