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Cinematic Orchestra em entrevista: “Apaixonei-me instantaneamente pela suavidade dos portugueses. Hoje moro em Lisboa, a apreciar a vida”

Jason Swinscoe, Cinematic Orchestra
Jason Swinscoe, Cinematic Orchestra

Em vésperas de concertos no Porto e em Lisboa, Jason Swinscoe, mentor da Cinematic Orchestra, recebe-nos com um “olá, bom dia!” em bom português, fala-nos da vida na capital, onde reside há dois anos, o disco que tem estado a preparar no seu estúdio na Avenida da Liberdade e o impacto de ‘To Build a Home’, com Patrick Watson, canção que “consegue tocar a alma de qualquer pessoa”. “Às vezes, os mistérios do mundo são momentos mágicos. Então, deixemos que sejam mágicos!”

Há dois anos, Jason Swinscoe, fundador e timoneiro da Cinematic Orchestra, veio viver para Lisboa com a sua família. Em conversa com a BLITZ, o músico inglês partilhou a sua história de amor com o nosso país, que começou há mais de 20 anos, quando a sua banda foi convidada para musicar um filme mudo de 1929, no âmbito do programa do Porto Capital Europeia da Cultura. O novo disco da Cinematic Orchestra, que se encontra a preparar num estúdio que montou perto da Avenida da Liberdade, em Lisboa, e a popularidade duradoura de ‘To Build a Home’, uma das canções mais usadas em séries e filmes, foram alguns dos temas de uma conversa longa e rica. Segunda-feira a banda atua no Coliseu do Porto; um dia depois no Coliseu de Lisboa.

Está entusiasmado com este regresso aos palcos?
Estou muito entusiasmado. Este ano fui ao festival Super Bock [em Stock], naquelas salas todas da Avenida da Liberdade, e aproveitei para espreitar o Coliseu [de Lisboa] – é um sítio bem fixe! E o primeiro concerto que dei em Portugal foi no Coliseu do Porto, em 2001, com o álbum “Man With a Movie Camera” [inspirado na banda-sonora que a Cinematic Orchestra escreveu para o filme mudo do mesmo nome].

Agora vive em Portugal, certo?
É verdade. Da primeira vez que vim a Portugal, em 2001, o público foi espetacular, tal como a sala e o projeto para o festival de cinema do Porto, que nesse ano foi Capital Europeia da Cultura. Apaixonei-me instantaneamente por Portugal, pela sua gente, pelo ambiente, pela energia e por uma certa suavidade das pessoas. Foi tão maravilhoso que voltámos para dar mais concertos no Porto, em Lisboa, Coimbra e Braga, e continuámos sempre a vir e a adorar este sítio. Eu tinha andado a viajar pelo mundo, morando em Nova Iorque, Los Angeles, Paris. Depois voltei para o Reino Unido e pensei: “OK, acho que chegou a hora de me mudar para Lisboa.” Na verdade, sinto que Portugal tem muitas semelhanças com a Califórnia, sobretudo no que toca ao clima, à cultura, ao mar e à cidade. É muito atraente. E, com o Brexit à espreita, comprei uma casa em Lisboa e dei o salto, já durante a pandemia.

Quando veio para Lisboa viver?
Há dois anos! Tenho tido dificuldades com a língua, tenho sido muito preguiçoso.

Mas atendeu o telefonema com “olá, bom dia”, é um bom começo...
(risos) Também sei dizer “até já”, “até amanhã”... umas coisitas.

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