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Post Malone no Rock in Rio Lisboa: sozinho numa imensa multidão

27 junho 2022 1:09

Rita Carmo

Rita Carmo

Fotojornalista

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Post Malone no Rock in Rio Lisboa 2022
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Em apenas uma hora, e totalmente sozinho em palco, Post Malone domou uma enorme multidão com um alinhamento rico em êxitos e algum fogo-de-artifício. Como diz o seu maior êxito: sente-se uma estrela rock. E, avaliando pela calorosa receção, tem boas razões para isso

27 junho 2022 1:09

Rita Carmo

Rita Carmo

Fotojornalista

Não são poucas as artistas que se queixam, como Billie Eilish apontou recentemente, que um homem pode ir a um festival apresentar-se sem grandes esforços que ninguém exige mais dele, mas uma mulher precisa de um espetáculo muito bem montado para ser valorizada. Esta última noite de Rock in Rio Lisboa talvez tenha sido a prova provada disso. Anitta entrou em palco acompanhada por uma trupe de bailarinos, coreografias bem ensaiadas e toda uma festa em torno das canções que se não existisse teria desapontado a multidão. Post Malone encerrou as atividades no Palco Mundo com um concerto que, tirando as ocasionais pirotecnias, teve pouco de espetáculo, assentando apenas nas canções e na postura meio introvertida meio deslumbrada que o transformaram num ídolo improvável. Sozinho em palco, não desapontou ninguém. Não estamos com isto a querer dizer que o intenso concerto de uma hora que o artista norte-americano ofereceu a uma plateia que não arredou pé foi um mau espetáculo. Não foi.

Quando, há três anos, o vimos comandar uma plateia totalmente sozinho no MEO Sudoeste ficámos impressionados. Esta noite, no Parque da Bela Vista, não foi diferente. Munido de uma simpatia desarmante – perdemos a conta às vezes que o ouvimos repetir “obrigado, senhoras e senhores” – e de dois punhados de canções que se colam ao ouvido, Post Malone escolheu um alinhamento inteligente, equilibrado entre os temas que toda a gente queria ouvir e algumas, poucas, canções do novíssimo álbum “Twelve Carat Toothache”. A abertura foi em grande, com dois dos seus maiores sucessos, ‘Wow’ e ‘Better Now’, e a “celebração da vida” que é ‘Saint-Tropez’, mas depois de a plateia estar bem aquecida resolveu testá-la com uma sequência de novas canções. Correu-lhe bem: ‘Cooped Up’, ‘I Like You (A Happier Song)’, dueto com Doja Cat, e ‘Insane’ são três dos momentos mais excitantes do novo disco e o público mostrou que já as assimilou e deu o seu selo de aprovação.

À primeira, pode parecer que Post Malone não se leva muito a sério, talvez pela pose descontraída, mas o músico não se cansa de mostrar que, mesmo sem grandes artifícios, pensa ao milímetro aquilo que leva ao palco. Numa sequência que começa com uma bamboleante ‘Circles’, e segue com ‘Psycho’ e uma rasgada ‘Take What You Want’, colaboração com Ozzy Osbourne e Travis Scott, mostra, também, que as suas ambições não estão, nem nunca estiveram, encerradas num género musical.. “Adoro-vos mais do que à vida, neste momento”, exclamou, a dado momento, respondendo aos constantes gritos de incentivo que se soltavam em uníssono da gigantesca plateia, “Portugal é um dos lugares mais incríveis do mundo. Obrigado por me receberem no vosso país”.

O momento mais calmo da atuação arrancou com ‘I Fall Apart’, balada “dedicada a todos aqueles que estão aqui e já tiveram o coração partido” e emoldurada por milhares de lanternas acesas. “Se precisarem de ir à casa de banho podem ir agora, que esta é a parte mais aborrecida do concerto”, exclamou, de seguida, ao pegar na guitarra para se sentar no banco de onde serviu, em modo acústico, ‘Stay’ e ‘Go Flex’, ambas acompanhadas por um coro gigante. Entrando na reta final da atuação com ‘White Iverson’, tema com o qual se apresentou ao mundo, em 2015, e uma aguerrida ‘Candy Paint’, Malone guardou um tríptico certeiro de êxitos para encerrar. ‘Sunflower’, uma estranhamente estrondosa ‘Rockstar’, encerrada numa intensa contenção que, em palco, explode para os céus, e ‘Congratulations’ não deixaram o público recuperar o fôlego. “Só quero dizer que vos adoro. Não há ódio, só amor. Ninguém vos pode dizer para não serem quem são ou que não podem seguir os vossos sonhos”, atirou, no final, enquanto percorria o corredor no centro da plateia, cumprimentando os fãs, “obrigado por terem vindo. Divirtam-se no festival e espalhem amor. Vemo-nos em breve”.