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Pela estrada fora com o PSD

Balsemão: "Sócrates está queimado", Portas "não olha nos olhos"

"Os truques do velho ilusionista já não pegam".  Balsemão foi a Coimbra reafirmar a matriz social-democrata do PSD. E apelar ao voto na autoridade tranquila" de Pedro Passos Coelho. Clique para visitar o especial Portugal 2011

Ângela Silva e Jorge Simão, na estrada com o PSD (www.expresso.pt)

Foi um dos mais cáusticos discursos anti-Sócrates desta campanha. Em poucas palavras - "José Sócrates está queimado, não vou perder tempo com ele" -, Francisco Pinto Balsemão deu o primeiro-ministro por arrumado e apelou ao voto na "autoridade tranquila" do líder do PSD.

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"Pedro Passos Coelho está preparado para governar, sabe ouvir, decidir e guardar segredo. A sua autoridade tranquila contrasta com os truques gastos do velho ilusionista e com a dificuldade de olhar olhos nos olhos do líder do CDS". Balsemão também não poupou Portas para dramatizar o apelo ao voto útil: "quanto mais votos tiver o PSD, mais fácil será cumprirmos aquilo a que nos comprometemos com a troika".

O militante nº1 foi a Coimbra reafirmar a matriz social-democrata do partido - "nós somos um partido coerente, nem o esquerdismo tardio do líder do CDS, nem o conservadorismo serôdio do engenheiro Sócrates nos farão mudar", afirmou. Lembrando que, como partido social-democrata, o PSD "não prescinde do papel regulador do Estado, mas não rejeita os sectores privado e cooperativo".

Passos, que voltou a ficar com a voz rouca, respondeu a Sócrates que hoje disse não ser preciso mais austeridade no país. "Como se eles não tivessem percebido que o que é importante é os sacrifícios valerem a pena para mudar Portugal", afirmou o candidato, que reafirmou que, se for eleito, irá "cumprir aquilo com que o país se comprometeu e nos prazos que nos estão colocados".

A mulher de Passos voltou hoje à campanha. No dia em que Rui Rio também esteve na rua ao lado de Passos, confiante na vitória, embora menos confiante na maioria absoluta que o líder do PSD pede mas que o autarca do Porto assumiu achar "muito difícil".