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O turismo salvou as aldeias da Serra da Lousã, mas nem sempre foi assim

O turismo salvou as aldeias da Serra da Lousã, mas nem sempre foi assim
Goncalo Martins

Verde. Um verde infinito, no alto da montanha, sempre a subir até aos cumes. Nos vales, água cristalina a correr por entre pedras de xisto e enormes árvores, altas e de copas largas. O turismo trouxe novos habitantes e reabilitou as casas abandonadas

Amadeu Araújo

“Nasceram-me as unhas dos pés a guardar cabras”, conta Osvaldo Serra, 75 anos, “serrano e portuário”.

“Literalmente”, afiança o homem, de 75 anos. “A minha mãe estava a pastar o gado na serra, quando rebentaram as águas. Nasci mesmo ali, em casa, em Vale de Nogueira”.

Outras eras em que a serra da Lousã, 1205 metros de altitude no ponto mais elevado, era courelas e pasto. “A árvore mais alta que havia aqui era o milho”, prossegue, embalado pela história da serra, hoje pejada de carvalhos, cedros e pequenas casas de xisto empoleiradas nas encostas. Nas cumeeiras, caminhos, nos vales ribeiras.

Hoje sobra um pastor, depois de um longo processo de despovoamento, iniciado com a reflorestação, que pôs fim à pequena agricultura, nos socalcos que rodeiam as aldeias.

A viagem pela serra reclama jipe, subidas acentuadas, estradas sombrias, grandes manchas de cedros, veados e vistas largas.

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