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10 perguntas a... por Inês Meneses

Nuno Santos: “A pessoa que mais me marcou foi o Emídio Rangel”

FOTO NUNO BOTELHO

É um homem da rádio e da televisão. Passou pela TSF, SIC e RTP. É agora o diretor do novo Canal 11 da Federação Portuguesa de Futebol

Em que é que se acredita de cada vez que se recomeça?
Que vamos fazer o que ainda não foi feito. E que melhores dias virão.

Nunca teve saudades da rádio?
Todos os dias faço rádio para mim. Todos. Normalmente no carro, o que causa espanto nos semáforos.

Não sente saudades do tempo em que a televisão nos dava um ‘bom’ filme à quarta à noite?
Sempre fui mais de ir ao cinema. Preferia as noites de segunda com o “Um, Dois, Três”, ou as de quinta com as séries inglesas tipo “Upstairs, Downstairs”.

O Netflix mudou a televisão?
Mudou tudo. A televisão, a indústria do cinema, incluindo a vida dos atores, a corrida aos Óscares. Enfim, o exército albanês pode dominar o mundo.

Somos hoje reféns dos números (em todas as áreas)?
Somos. E, parecendo a quadratura do círculo, temos que continuar a ser criativos. É possível.

Poderemos deixar o excesso e o excessivo para voltar ao essencial?
Individualmente, sim, como comunidade não. Muito frenesim.

O que o apazigua na vida?
Fazer longas viagens de carro por estradas sem fim à vista de preferência na América.

Se tivesse de escolher um mestre (essencial na sua aprendizagem) quem seria?
Sou um autodidata, mas a pessoa que mais me marcou foi o Emídio Rangel.

Querer agradar a todos é um sinal de fraqueza?
Talvez, não faço ideia. No essencial tomei sempre partido e cortei a direito. No resto não me canso porque é só desperdiçar tempo e energias.

Que responsabilidade se acrescenta à nossa vida quando nos tornamos pais?
A de sermos melhores. E a de estarmos quando temos de estar.